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Uma assessoria divina
Em 01/07/2009 Nenhum comentárioEssa é para os advogados, estagiários, estudantes de direito, futuros estudantes de direito que acessam o site.
Durante sessão da 2ª Turma do Superior Tribunal de Justiça, no ano passado, o ministro Herman Benjamin pediu ao desembargador convocado Carlos Mathias, já aposentado, que explicasse a base de sua decisão. Para Benjamin, o fundamento não estava claro.
Católico praticante, Carlos Mathias justificou — O fundamento da minha decisão é bÃblico.
Herman Benjamin: Como ministro? Eu não estou entendendo! Seu fundamento é bÃblico?
Carlos Mathias: Isso mesmo. Indeferi o recurso com base na BÃblia.
Benjamin: E o quê ela diz a respeito de indeferimento em sede preliminar de uma petição?
Mathias: A EpÃstola de Tiago nos ensina que muitas vezes pedimos e não recebemos porque pedimos mal. Basta ler o capÃtulo 4, versÃculo 3, que consta: “Pedis e não recebeis porque pedis mal, para o gastardes em vossos prazeresâ€. Foi com base nisso que decidi. Vossa Excelência discorda?
Benjamin: Eu pensei que o voto tivesse sido exclusivamente seu, mas levando em consideração que foi São Tiago que lhe assessorou, não tenho condições de contrariá-lo. Retiro o destaque e voto com o relator.
Fonte: Conjur





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