RSS icon Home icon
Acesse nossa página no Facebook
  • Adeus, Clô!

    Em 18/03/2009 Sr. Almeida Nenhum comentário

    Sei que muita gente criticava o Clodovil. Eu mesmo não sou nenhum fã absoluto. Mas respeitava. Alguém com a história de vida dele deve ser respeitado.

    Começou a carreira de estilista ainda jovem, aos 16 anos, quando um colega de classe sugeriu que desenhasse uns vestidos.

    Clô foi um personagem sempre polêmico e muitas vezes controverso. Sua última realização foi se tornar o 3º deputado federal mais votado do Brasil. Muita gente achou um absurdo a população ter votado numa pessoa como ele. Confesso que eu mesmo achei um absurdo.

    Mas logo depois voltei atrás. Clodovil vinha sendo um bom deputado. Sempre polêmico, mas ainda assim, um bom deputado.

    Logo no seu primeiro discurso, Clô mandou o plenário calar a boca, deu um esculacho em Maluf e chamou o presidente da câmara, Arlindo Chinaglia, de mal educado. Tudo isso em menos de 15 minutos. É mais do que muitos deputados já fizeram em um mandato todo. E ainda terminou dizendo:

    Vamos deixar a preguiça de lado, arregaçar as mangas, de preferência com elegância, é claro,
    e trabalhar de verdade, com a verdade do País, para o povo.

    Muita gente critica o Clodovil, apenas pela figura que ele representava. Simplesmente continuaram dizendo que era um absurdo um cara daquele ser eleito, mas nunca se deram o trabalho de ver o que ele estava fazendo (ou pelo menos tentando fazer) na câmara.

    Em julho de 2008, por exemplo, Clô apresentou proposta de emenda constitucional pretendendo reduzir o número de deputados de 513 para 250.

    Claro que quase ninguém nunca ouvi falar nesse projeto. E com certeza nunca passou pela cabeça de nenhum outro membro da câmara tira-lo de dentro da gaveta.

    Pra continuar, segue algumas frases marcantes de Clodovil Hernandes:

    Eu não sei o que é decoro, com um barulho destes enquanto um deputado fala. Eu não sei o que é decoro, porque aqui parece um mercado! Nós representamos o país! Não entendo por que há tanto barulho enquanto um orador está falando. Nem na televisão, que é popular, fazem isso.

    É claro que vou precisar de apoio, porque sozinho a gente não consegue nem se masturbar – tem de pensar em alguém.

    E pra fechar, uma charge em homenagem ao Clô.