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Agora é oficial: homem não manda em “porra” nenhuma
Em 11/02/2009 Nenhum comentário
Esperma é propriedade da mulher!
Usar esperma para engravidar sem autorização do homem não caracteriza roubo porque “uma vez ejaculado, o esperma se torna propriedade da mulher “.
O entendimento é de uma Corte de apelação em Chicago, nos Estados Unidos, que devolveu uma ação por danos morais à primeira instância para análise do mérito. Nela, o médico Richard Phillips acusa a colega Sharon Irons de “traição calculada, pessoal e profunda” ao final do relacionamento que mantiveram há seis anos. Sharon teria guardado o sêmen de Richard depois de fazerem sexo oral, e usado o esperma para engravidar. Richard Phillips alega ainda que só descobriu a existência da criança quando Sharon ingressou com ação exigindo pensão alimentÃcia.
Depois que testes de DNA confirmaram a paternidade, o médico processou Sharon por danos morais, roubo e fraude. Os juÃzes da corte de apelação descartaram as pretensões quanto à fraude e roubo afirmando que “a mulher não roubou o esperma”. O colegiado levou em consideração o depoimento da médica. Ela afirmou que quando Richard Phillips ejaculou, ele entregou seu esperma, deu ‘de presente’. Para o tribunal, “houve uma transferência absoluta e irrevogável de tÃtulo de propriedade já que não houve acordo para que o esperma fosse devolvido” .
Agora é oficial: Os homens não mandam em coisa alguma, ou mais precisamente, em porra nenhuma.
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O Motel – Luiz Fernando VerÃssimo
Em 19/01/2009 Nenhum comentárioRecebi o texto abaixo por e-mail como sendo da autoria de Luiz Fernando VerÃssimo.
Não sei se é mesmo, ou não…O MOTEL
Mirtes não se agüentou e contou para a Renata:
- Viram teu marido entrando num motel.
A Renata abriu a boca e arregalou os olhos. Ficou assim, uma estátua de espanto, durante um minuto, um minuto e meio. Depois pediu detalhes.
-Quando? Onde? Com quem?
- Ontem. No DiscretÃssimu’s.
- Com quem? Com quem?
- Isso eu não sei.
- Mas como? Era alta? Magra? Loira? Puxava de uma perna?
- Não sei, Renata.
- Carlos Alberto me paga. Ah, me paga.
Quando o Carlos Alberto chegou em casa a Renata anunciou que iria deixá-lo contou por quê.
- Mas que história é essa, Renata? Você sabe quem era a mulher que estava comigo no motel. Era você!
- Pois é. Maldita hora em que eu aceitei ir.
- DiscretÃssimu’s! Toda a cidade ficou sabendo. Ainda bem que não me identificaram.
- Pois então?
- Pois então que eu tenho que deixar você. Não vê? É o que todas as minhas amigas esperam que eu faça. Não sou mulher de ser enganada pelo marido e não reagir.
- Mas você não foi enganada. Quem estava comigo era você!
- Mas elas não sabem disso!
- Eu não acredito, Renata! Você vai desmanchar nosso casamento por isso? Por uma convenção?
- Vou!
Mais tarde, quando a Renata estava saindo de casa, com as malas, o Carlos Alberto a interceptou. Estava sombrio:
- Acabo de receber um telefonema – disse. – Era o Dico.
- O que ele queria?
- Fez mil rodeios, mas acabou me contando. Disse que, como meu amigo, tinha que contar.
- O quê?
- Você foi vista saindo do motel DiscretÃssimu’s ontem, com um homem.
- O homem era você!
- Eu sei, mas eu não fui identificado.
- Você não disse que era você?
- O que? Para que os meus amigos pensem que eu vou a motel com a minha própria mulher?
- E então?
- Desculpe, Renata, mas…
- O quê???
- Vou ter que te dar uma surra !!





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